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Atenção e concentração
DEFINIÇÃO DE ATENÇÃO: o Espírito possui a capacidade de escolher, de selecionar os fatos que lhe interessam, aplicando-se aos mesmos, com maior ou menor intensidade. Essa capacidade chama-se atenção; não constitui uma função especial e sim uma maneira geral de exercício de vida psicológica (1).
CAPACIDADE DE ATENÇÃO: depende de nossos interesses e tendências, de nosso conhecimento acerca do assunto e do grau de instrução adquirido. Cabe salientar que a atenção deve ser totalmente passiva. Por exemplo: enquanto se capta, não se pode interpor ou rebater idéias, nem elaborar críticas. Estes devem ser posteriores, não simultâneos.
DEFINIÇÃO DE CONCENTRAÇÃO: Capacidade de dirigir a atenção para um único objeto. A atenção pode ser solicitada passivamente por um estímulo externo, mas a concentração é sempre ativa. Emana do sujeito, que escolhe voluntariamente o objeto da sua atenção para nele concentrar-se (2).
TÉCNICAS DE CONCENTRAÇÃO: há muitas e devemos apreciá-las como a raiz do talento e da grandeza, afastando obstáculos, ruídos e pessoas; suscitando o interesse e o entusiasmo, pois a mente é inimiga de qualquer esforço; querê-la, sem duvidar da sua possibilidade.
ALGUNS EXERCÍCIOS ÚTEIS: ouvir o tic-tac do relógio; contar grãos de feijão, com outras pessoas por perto atrapalhando; seguir a seta em desenhos encaracolados; contar números mentalmente etc. (3).
CONCENTRAÇÃO COLETIVA: o problema da concentração mental é também um dos menos compreendidos. A concentração dos pensamentos numa reunião mediúnica não corresponde ao tipo de concentração individual de uma pessoa num determinado problema a rever ou num estudo a fazer. Trata-se de uma concentração coletiva de pensamentos voltados para um mesmo alvo. Quando todos pensam em Deus ou em Jesus, todos os pensamentos concentram-se numa só idéia. A palavra concentração sugere um esforço mental contínuo para manter-se o pensamento fixado numa imagem. Isso prejudica os trabalhos mediúnicos, criando um ambiente de tensão exaustiva. Deve-se dirigir o pensamento para Jesus, mantê-lo na mente, mas com afrouxamento e despreocupação. Quando se nota que o pensamento se desvia para outros rumos, o que é natural, faz-se que ele retorne suavemente à idéia centralizadora (4).
PODER DE CONCENTRAÇÃO DO MÉDIUM: A capacidade de se alhear do mundo externo, isto é, de se concentrar, é o primeiro passo no processo de desenvolvimento mediúnico. Para tanto, deve o médium aguçar o interesse e o entusiasmo, fortalecendo a vontade. O estudo da doutrina espírita, a utilização da prece e a disposição de nunca estar ocioso aumentam sobremaneira esse poder de concentração, possibilitando o direcionamento dos pensamentos às esferas superiores do mundo espiritual.
PERGUNTAS:
1 - Defina concentração.
2 - Pode-se desenvolver a concentração? Como?
3 - Como se dá a concentração coletiva?
4 - Relacione poder de concentração e mediunidade.
BIBLIOGRAFIA:
(1) Santos, T. M. Manual de Filosofia.
(2) Gauguelin, M. e F. Dicionário de Psicologia Verbo.
(3) Irala, N. Controle Cerebral e Emocional.
(4) Pires, J. H. Mediunidade, cap. VII.
MANIFESTAÇÕES VISUAIS - BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO
DEFINIÇÕES
APARIÇÃO: manifestações espíritas pela qual os Espíritos podem tornar-se visíveis (1).
BICORPOREIDADE - o Espírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, pode aparecer como o de uma pessoa morta, possuindo as aparências da realidade, isto é, tornando-se tangível.
TRANSFIGURAÇÃO - consiste na mudança de aspecto de um corpo vivo (2).
APARIÇÕES: as manifestações visuais comuns têm lugar durante o sono, pelos sonhos: são as visões. Podem ser: uma visão de coisas presentes, uma visão retrospectiva do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. As aparições propriamente ditas dão-se no estado de vigília. Apresentam-se geralmente sob uma forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vagas e indecisas; é com freqüência, à primeira vista, um clarão esbranquiçado cujos contornos desenham-se pouco a pouco. Os modos, o aspecto são semelhantes aos que o Espírito apresentava quando encarnado (1).
MECANISMO DA APARIÇÃO: O princípio pelo qual o Espírito torna-se visível é o mesmo que de todas as manifestações; reporta-se às propriedades do perispírito que pode sofrer diversas modificações, à vontade do Espírito. Não é pela condensação do fluido do perispírito mas pela combinação de fluidos, que não tem analogia para os encarnados que o torna perceptivel. Para que o Espírito seja visto em vigília não é suficiente que ele queira mostrar-se; é preciso ainda que encontre na pessoa pela qual quer ser visto, a aptidão necessária (1).
FENÔMENO DA BICORPOREIDADE: o Espírito encarnado, ao sentir o sono chegar, pode pedir a Deus para se transportar de um lugar para o outro. O Espírito abandona o corpo e segue com uma parte do seu perispírito, podendo tornar-se tangível à matéria. Ex.: Santo Alfonso de Liguori e Santo Antônio de Pádua (2).
MECANISMO DA TRANSFIGURAÇÃO: figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se ao redor do corpo de maneira a envolvê-lo com um vapor; nesse estado ele pode sofrer as mesmas modificações como se estivesse separado dele; se ele perde sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível e estar velado como se estivesse mergulhado numa névoa. Poderá mesmo mudar de aspecto, tornar-se brilhante, se tal for a vontade ou o poder do Espírito. Um outro Espírito, combinando seu próprio fluido com o do primeiro, pode aí substituir a sua própria aparência, de tal sorte que o corpo real desaparece sob um invólucro fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito (2).
PERGUNTAS:
1 - Como você explica as manifestações visuais?
2 - Pode um Espírito, estando encarnado, aparecer em dois lugares ao mesmo tempo?
3 - Qual o mecanismo da transfiguração?
4 - O que diferencia a materialização da aparição?
BIBLIOGRAFIA:
(1) Kardec, A. O Livro dos Médiuns, cap. VI.
(2) Kardec, A. O Livro dos Médiuns, cap. VII.
